08/08/2009

Crise na saúde passa longe da Câmara de Caruaru

Da Redação do Portal +AB

O cantor Michael Jackson morreu no dia 25 de julho, em Los Angeles (EUA), mas ainda é homenageado em várias partes do mundo. Em Caruaru, por exemplo, um dos 40 requerimentos apresentados nesta quinta-feira (6) na sessão da Câmara de Vereadores, solicitava voto de pesar pela morte do Rei do Pop. Requerimento do vereador Adolfo José (PDT).

Em entrevista à rádio Liberdade de Caruaru, o vereador disse que Michael Jackson era “... uma pessoa que teve uma participação muito grande em benefício da humanidade, pela sua intenção, pelos seus feitos. Uma pessoa que sempre fez alegria e que nos momentos de tristeza ele também fez com que as pessoas também tivessem alegria com grandes projetos sociais, com a criação de músicas onde captava recursos para a fome e o bem estar da sociedade”.

Os outros assuntos abordados durante a reunião foram melhorias em estradas e construções de creches. Porém nada foi discutido em relação às recentes paralisações dos médicos da rede municipal de saúde.

A última sessão da Câmara antes das férias de julho havia sido no dia 18 de junho, mesma data em que os médicos promoveram a primeira paralisação – até agora (7 de agosto) foram oito. Indagado pela reportagem da TV Asa Branca, o presidente do Legislativo Rogério Menezes (PT), se comprometeu a convocar uma reunião extraordinária na próxima semana. O presidente da Câmara disse ainda que pretende ouvir representantes da categoria e da Secretaria de Saúde.

No fim da reunião, foi realizada uma sessão extraordinária para votar um projeto de lei enviado pela Prefeitura que prevê a doação de um terreno para uma empresa de laticínios de Minas Gerais. Os vereadores aprovaram o projeto por unanimidade.

Enquanto isso...

Na mesma noite, no bairro Universitário, a alguns quilômetros da Câmara, os médicos decidiam pela oitava paralisação em menos de dois meses. Mais uma vez os médicos decidiram parar as atividades, agora por 4 dias.

Na próxima semana, apenas na quarta-feira haverá atendimento. Essa será a oitava paralisação da categoria desde o dia 18 de junho. A categoria também decidiu formalizar o indicativo de demissão coletiva.

O diretor do Simepe (Sindicato dos Médicos de Pernambuco) de Caruaru, Marcos Bezerra, chegou a mostrar a carta de demissão, mas a medida não será colocada em prática pela categoria, pelo menos por enquanto.

A falta de garantias é um dos grande impasses da situação. A Prefeitura de Caruaru propões salário de R$ 2.200 e a possibilidade de voltar a falar sobre o aumento no próximo ano. Mas não se compromete de que o valor de R$ 3.060 reivindicado pelos médicos será atingido. Tudo vai depender do poder de pagamento da Secretaria de Saúde do próximo ano.

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